O maior evento de artesanato autoral de Alagoas, a Artnor, movimentou mais de R$ 1,4 milhão em vendas na edição de 2026, consolidando-se como vitrine do feito à mão e reunindo tradição, inovação, desenvolvimento territorial e geração de negócios. A exposição também impulsionou o bairro do Jaraguá, que recebeu uma média de 6.300 visitantes ao longo dos quatro dias de programação, marcada pela integração entre arte, cultura, gastronomia e empreendedorismo.
Ao todo, mais de 80 expositores participaram do evento, apresentando uma diversidade de produtos que vai desde a delicadeza dos bordados até a força das peças esculpidas em madeira. Da entrada à comercialização, a Artnor 2026 proporcionou uma experiência imersiva ao público, com uma proposta que valorizou, em cada detalhe, da arquitetura às apresentações culturais, a cultura e a tradição alagoana.
A analista e coordenadora do Programa de Artesanato do Sebrae Alagoas, Marina Gatto, destaca que os resultados superaram as expectativas, tanto em público quanto em geração de negócios. Segundo ela, o grande destaque foi a percepção do público ao vivenciar o evento.
“O encantamento, o reconhecimento da força e da qualidade do nosso artesanato, tudo isso conversa diretamente com o nosso propósito enquanto Sebrae, com o projeto de Artesanato: mais do que realizar um evento, a gente queria posicionar Alagoas como um polo de cultura e artesanato, como referência para o Brasil. E ver isso ganhando forma, acontecendo na prática, com esse resultado todo é a certeza de que elevar o produto artesanal com agregação de valor é o caminho certo a seguir”, reforça.

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Um dos grandes diferenciais desta edição foi o circuito cultural promovido pela Artnor, que envolveu o público em uma experiência sensorial completa. A visão foi estimulada não apenas pela exposição das peças artesanais, mas também pelo desfile “Tradição em Passos”, que trouxe novos olhares sobre o feito à mão em uma passarela ao ar livre na Associação Comercial de Maceió, consolidando o evento como vitrine estratégica para artesãos e pequenos negócios.
A audição ganhou destaque com as apresentações culturais, como o cortejo de abertura ao som da Banda de Pífano Fulô da Chica Boa, além de manifestações como pastoril, coco de roda, guerreiro e quadrilha junina, valorizando os folguedos alagoanos. Já o olfato e o paladar foram explorados por meio do Festival Gastronômico, iniciado no dia 13 de março, que encerrou o evento com a preparação coletiva do baião de dois, prato símbolo do Nordeste, servido para mais de 400 pessoas.

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O tato também teve espaço garantido com as oficinas que encantaram o público e reforçaram que o feito à mão atravessa gerações. Técnicas como crochê, bordado, cerâmica, macramê, pontilhismo e escultura em madeira foram apresentadas ao longo de 12 oficinas, proporcionando um mergulho nas práticas tradicionais que contam a história do povo alagoano.
Entre os participantes, Sofia Oliveira, de 11 anos, chamou atenção pela dedicação. Neta de uma das expositoras, ela já carrega a influência do artesanato na família. “Gosto muito de artesanato e de misturar as coisas. Eu sei costurar, participei agora do bordado e também estou aprendendo o crochê. Comecei com 5 anos, já fiz pulseiras de miçanga e estou sempre aprendendo”, compartilhou.

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A artesã Fátima Vieira, do Mãos de Fátima, ministrou a oficina de bordado livre com pontos básicos e participou pela primeira vez do evento. “Quem participa já sai bordando. Mesmo sendo oficinas curtas, ninguém saiu sem saber. Eu amo essa parte de ensinar. É a minha primeira vez na Artnor e a experiência foi excelente, jamais imaginei que seria tão bom”, relata.

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Outra oficina bastante procurada foi a de Renda Singeleza, que destacou a delicadeza da técnica feita com agulha, palito e linha. “O que mais me atrai nas práticas manuais são os materiais e a possibilidade de experimentá-los de novas formas. Gosto de agregar uma arte à outra, sem separá-las. Nunca tive contato com a Singeleza, foi minha primeira vez. Sempre admirei, mas nunca tinha praticado e resolvi tentar”, contou Maria Luiza.
Realizada pelo Sebrae Alagoas, a Artnor vai além de uma feira. O evento se consolida como uma vitrine de valorização do artesanato autoral alagoano, conectando tradição, inovação e desenvolvimento territorial.

