Para discutir a universidade empreendedora no contexto dos ecossistemas locais de inovação em Alagoas, o analista da Unidade de Soluções e Inovações (USI) do Sebrae Alagoas, Danisson Reis, apresentou, na tarde da última quarta-feira (19), a palestra online ‘Sebrae Alagoas e o seu papel no fortalecimento dos ecossistemas de inovação alagoanos’.
A apresentação, em formato de bate-papo, foi realizada no canal do projeto Sururu Talks, observatório em economia, tecnologia e estratégia empresarial, em parceria com o Grupo de Estudos em Tecnologia, Inovação e Competitividade (GETIC/FEAC).
Danisson Reis abordou os conceitos de ecossistema de inovação enquanto conjunto de diversos atores integrados para criar uma rede de cooperação e apoio, além de desenvolver um fluxo de inovação que gere desenvolvimento e fazer a inovação em prol do território. Entre os atores citados estiveram as universidades, o poder público e instituições que representam a sociedade e as empresas.
Segundo Danisson, um dos papéis do Sebrae e dos atores envolvidos é facilitar a compreensão e o acesso à tecnologia e inovação para pessoas e empresas.
“Juntos, precisamos desmistificar muita coisa. Tecnologia não é só o hi-tech que acontece no Vale do Silício. E nós do ecossistema temos que quebrar essas barreiras. Temos que refletir como fazer para que as pesquisas feitas nas universidades retornem para a sociedade, como o Estado pode criar um ambiente de negócios para que a inovação possa fervilhar”, afirma.
O analista do Sebrae Alagoas ainda reforçou que o fortalecimento dos ecossistemas locais também deve tornar o empreendedor mais competitivo no estado.
“É interessante fazer com que os empreendedores saibam que eles têm esse apoio, esse arcabouço. Com isso, o eu empreendedor, o ser criativo, poderá errar e ter um ambiente legal para que ele possa pular para uma próxima ideia. Com isso, poderemos levar inovação para a periferia, sanar problemas estruturais, reinventar a inovação aqui para ter esse ecossistema e essa rede organizada para esse fim”, ressalta.
Participando do bate-papo, o idealizador do Sururu Talks e professor de Economia da Inovação e Economia Industrial na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Chico Rosário, reiterou que a integração entre os atores é crucial para fazer com que as empresas tenham acesso ao conhecimento criado nas universidades para desenvolver e melhorar seus processos e produtos, melhorando a condição delas frente aos concorrentes.
“Um dos papéis é tentar traduzir a inovação e tecnologia para que seja aplicada para mais gente possível e tornar as empresas locais mais competitivas. Esse é o esforço inicial e propósito dos ecossistemas, tornar nossas empresas mais competitivas para enfrentar esse mundo que está dando cambalhotas todos os dias”, enfatiza.
Ecossistemas em Alagoas e o Sebrae
No estado, existem três ecossistemas locais de Inovação sendo trabalhados. Um em Maceió, envolvendo a cadeia do plástico, economia criativa e turismo, alimentos e bebidas; Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e saúde; outro no Agreste Alagoano, composto pelas cidades de Arapiraca, Batalha e Palmeira dos Índios, atuando com os setores do agronegócio, saúde e TICs; além do ecossistema situado no Sertão, composto pelas cidades de Delmiro Gouveia, Piranhas e Santana do Ipanema, nos campos de Economia Criativa e Turismo, Agroprodução e TICs.
Danisson Reis lembrou que os três envolvem o conjunto de atores, de normas, de leis, de capital, de instituições de ensino superior, de instituições do governo, laboratórios, ambientes de inovação, empresas e representantes da sociedade civil.
Ele também ressaltou a importância dos ecossistemas de inovação no interior e o papel do Sebrae para o fortalecimento deles, olhando para a municipalidade, potenciais e vocações locais, com uma base de governança já articulada nas microrregiões.
“O que fazemos é um grande semear e reavivar. Maceió já tem muitas iniciativas prontas, as universidades também têm. No interior, queremos realinhar e combater o ‘sombreamento’, já que, por exemplo, às vezes, temos duas ou três instituições focando esforços na mesma fase, quando poderíamos dividir recursos e esforços para um mesmo objetivo. No Agreste e Sertão atuamos como um grande semeador mesmo. Plantando as conexões”, conclui.
Os interessados em assistir a discussão na íntegra podem acessar o vídeo clicando aqui.
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