
Representantes da sociedade civil, dos empresários, das instituições de ensino e do poder público estão participando de ações voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação a partir de uma iniciativa encabeçada pelo Sebrae em Alagoas. Nesta semana, depois de uma série de atividades de mobilização, articulação e proposição de ideias que visam o desenvolvimento de polos tecnológicos no estado, será iniciada uma nova fase do projeto de fortalecimento deste ecossistema: a execução do plano de intervenção elaborado pelas instituições envolvidas.
A nova fase do projeto será colocada em prática a partir de três workshops a serem realizados virtualmente. O primeiro, realizado nesta terça-feira (15), foi voltado aos atores que atuam no ecossistema de inovação de Maceió. O segundo e o terceiro, agendados para a próxima quinta (17), a partir das 9h, e para a sexta (18), a partir das 14h, serão direcionados aos atores que atuam, respectivamente, nas regiões do Agreste e do Sertão.
Segundo Heitor Barros, trainee da Unidade de Soluções e Inovação do Sebrae Alagoas, para começar a colocar em prática o plano de ação, as instituições envolvidas precisarão definir quem serão os atores que irão liderar a execução das estratégias de intervenção dos polos tecnológicos. “Esse próximo workshop é para começar a colocar esse plano de intervenção em prática. Para isso, a gente vai pegar cada ação que a gente definiu anteriormente e vai definir a governança de cada uma, ou seja, o responsável de cada ação, indicando nomes, prazos e quais os indicadores que a gente vai estabelecer para saber se estão conseguindo alcançar essas ações”, informa.
“Depois da análise dos indicadores, se a gente perceber que há alguma coisa errada a gente vai ajustando”, complementa o trainee da USI. As atividades do projeto de desenvolvimento do ecossistema local de inovação foram iniciadas, em março deste ano, com a mobilização de instituições relacionadas aos três polos tecnológicos. Além de instituições de Maceió, também participam da iniciativa atores das cidades de Arapiraca, Batalha e Palmeira dos Índios (Agreste) e Piranhas, Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema (Sertão).
De acordo com o trainee Heitor Barros, o primeiro workshop virtual, realizado por meio do projeto, aconteceu no mês de abril. “A gente começou convidando esses atores para um primeiro workshop para explicar a eles o que é essa metodologia, que foi criada lá no Paraná junto da Fundação CERTI e o Sebrae nacionalizou para todas as unidades locais interessadas em desenvolvê-la. Além disso, nesse primeiro workshop, a gente discutiu como é hoje o cenário de cada uma dessas regiões”, explica.
“A gente viu quantas instituições de ensino superior existem em cada região dessa, quantas dessas instituições têm cursos de mestrado e doutorados e quantos desses cursos de mestrado e doutorado são relacionados a áreas de inovação, como economia criativa, startups, T.I e turismo. Tudo isso está envolvido na inovação. A gente olhou também as receitas, o quanto de movimentação de dinheiro tinha em cada uma dessas regiões através do portal da Receita Federal. Foi uma análise bem completa”, acrescenta o trainee do Sebrae Alagoas.
Posteriormente, de acordo com as vocações e potencialidades de cada polo tecnológico, as instituições envolvidas definiram quatro setores prioritários para que fossem trabalhados durante a etapa de planejamento de ações voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação nas três regiões.
“A partir disso, nos outros workshops, a gente começou a discutir as ações em grupos, cada um em sua expertise de atuação. Então, quem era mais relacionado à área da saúde foi discutir o setor da saúde, o que poderia melhorar para que aquele setor pudesse se fortalecer, pensando em ações mesmo. E a gente foi levantando ações e montamos plano de intervenção”, recorda Heitor Barros.
Ele explica, ainda, que o objetivo do projeto é desenvolver o ecossistema de inovação do estado a partir da integração de instituições que estão inseridas neste contexto. “Queremos integrar todas as instituições que podem contribuir para fortalecer o ecossistema no estado. O foco desse projeto é municipal ou regional, com no máximo três cidades que trabalhem juntas. Não adianta o empresário ter uma ideia muito boa se a cidade não está pronta para receber essa inovação e a ideia de ecossistema é justamente essa: todo mundo contribui, cada um com a sua expertise, cumprindo a missão da sua instituição, para que esse ecossistema se fortaleça”, destaca.
Atendimento remoto e presencial
Devido ao novo coronavírus, os empresários da pequena empresa podem contar com o atendimento do Sebrae de forma remota e presencial. A equipe do Sebrae está mobilizada para atender as demandas dos empresários, que também podem contar com a estrutura de cursos online e gratuitos do portal EAD Sebrae com mais de 100 opções de cursos, basta acessar https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline.
O empresário pode entrar em contato com a instituição pelos canais remotos e digitais, como o portal sebrae.com.br/alagoas, Telegram (t.me/sebraealagoas), telefone e WhatsApp 0800 570 0800, chat e e-mail fale.sebrae.com.br, Instagram (@sebraealagoas), Twitter (@sebraealagoas), Facebook (/SebraeAlagoas), Youtube (@sebraealagoas) e o LinkedIn (Sebrae Alagoas).