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Empresa do segmento de vestuário aposta em moda plus size e coleciona anos de bons resultados

Atualmente, a Maneka fica localizada no bairro da Jatiúca e comercializa produtos para clientes que vestem do tamanho 46 ao 62, além de oferecer peças de roupa com numerações menores. Independentemente do tamanho do produto, a prioridade da empresa é a satisfação de cada cliente atendida
Por Robson Muller – Savannah Comunicação Corporativa
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Há mais de 25 anos, a empresária Lara Amorim decidiu apostar no mundo dos negócios e criou, ao lado da irmã, Laís Amorim, a loja Maneka, empresa que atua no segmento de vestuário feminino e é especializada em moda plus size. O começo foi difícil, afinal, empreender ainda nos anos 1990 pensando moda fora do padrão vigente da época foi algo desafiador. “A gente não vende roupas, a gente vende sonhos”, costuma afirmar.

Atualmente, a Maneka fica localizada no bairro da Jatiúca e comercializa produtos para clientes que vestem do tamanho 46 ao 62, além de oferecer peças de roupa com numerações menores. Independentemente do tamanho do produto, a prioridade da empresa é a satisfação de cada cliente atendida.

Desde o ano de 1996, o foco da Maneka é a moda plus size, mas nos primeiros anos de atuação no mercado, segundo a proprietária Lara Amorim, a loja atendia clientes que estavam em busca de peças com numerações menores. “Nós abrimos a loja e enxergamos, dois anos depois, um nicho no mercado, que é o nicho plus size, e investimos nessa linha”, relembra a empresária.

Atualmente, a Maneka é uma marca consolidada no mercado da moda plus size, porém a entrada da loja neste segmento não foi uma tarefa fácil. “No nosso caso, como nós tínhamos um público específico, nós tivemos de vencer a questão do preconceito. Naquela época, nós fizemos um marketing muito pesado em cima de que a gente tinha um produto específico para a linha plus size e isso nos ajudou de um lado, mas nos prejudicou de outro”, relata Lara Amorim.

Superando paradigmas

Antes de ser reconhecida no mercado plus size e ganhar o Brasil com a sua marca, a empresária relata que teve de enfrentar a influência dos “padrões de beleza” na autoestima e nas escolhas de muitas clientes da loja. “As próprias pessoas que estavam acima do peso e que precisavam dessas roupas tinham preconceito contra elas mesmas. Então, foi um grande desafio pra gente, mas dizem que ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’. Você tem que ter um foco no negócio, uma determinação e não sair desse foco”, coloca a empreendedora.

Segundo Lara Amorim, as dificuldades enfrentadas no início da carreira de empresária foram o ponto de partida para uma trajetória de ascensão no ramo da moda plus size, dentro e fora do estado. “Eu sou movida a desafios. Quanto maior era o desafio, mais energia eu tinha para trabalhar e mais dedicada eu ficava ao meu negócio e eu acho que foi por esse motivo que eu consegui estar em Maceió, no Nordeste, com um nicho de mercado diferenciado e sobreviver durante tantos anos. Ao longo desses anos, eu fui me reinventando”, ressalta.

Minas Trend e a projeção mundo afora

A loja Maneka tem recebido o apoio do Sebrae em Alagoas há pelo menos dez anos. Além de participar do Curso Empretec — e por meio dele aplicar uma série de medidas nas áreas administrativa, financeira e de estoque — a empresa também teve a oportunidade de participar de diversas edições do evento Minas Trend, principal plataforma de geração de negócios do setor da moda no Brasil, através de uma parceria entre o Sebrae Alagoas e com o Senai/AL. Geralmente, o Minas Trend acontece duas vezes por ano na cidade de Belo Horizonte (MG), reunindo no mesmo lugar expositores de vestuário, calçados, bolsas, joias e bijuterias.

“Eu já participei de oito edições e posso dizer que a empresa é uma, antes do Minas Trend, e outra, depois do Minas Trend. Os desfiles foram simplesmente um divisor de águas e, à época, nós fomos notícia no Brasil e no mundo. O Minas Trend é o maior evento de moda da América Latina e isso fez uma diferença enorme para a nossa empresa porque nós ficamos conhecidas e abrimos uma cartela de clientes fora de Alagoas. Hoje, eu tenho cliente em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, por exemplo”, afirma a Lara Amorim.

Durante a pandemia, a empresa também participou das consultorias disponibilizadas por meio do programa Ad@pte, uma iniciativa do Sebrae voltada ao enfrentamento da crise provocada pelo avanço da Covid-19.

“Eu já fiz várias consultorias com o Sebrae e posso garantir que isso fez uma grande diferença na minha empresa. Talvez, se eu tivesse tido esse apoio alguns anos antes, eu tivesse errado menos e tivesse sido mais fácil do que foi”, relata a empresária Lara Amorim.

Diferencial

Além de apostar nas tendências da moda plus size, a empresa Maneka defende que, independentemente do tamanho da peça, o diferencial da loja está na experiência de consumo e no cuidado com a qualidade do produto ofertado. E a preocupação com a experiência de consumo começa na fabricação do produto, com a escolha do tecido sendo realizada de acordo com as necessidades específicas de cada cliente, por exemplo, e é finalizada após o atendimento, que pode acontecer presencialmente ou por meio de plataforma digital.

“Eu costumo dizer que o nosso cantinho é um cantinho de amor. Aqui, a gente não vende roupas, a gente vende sonhos. A gente tem o aconchego de um lugar onde você chega e é bem recebida. A gente quer deixar a nossa cliente muito à vontade. Então, acho que é uma somatória de coisas que faz o nosso diferencial. É o produto agregado com várias pinceladas de amor, de dedicação, de mimo, de detalhe, de querer fazer o melhor sempre”, destaca a empresária.

Enfrentando a crise

Diante da crise do novo coronavírus, a empresária Lara Amorim teve de, mais uma vez, reinventar o negócio para manter a equipe ativa e evitar demissões. Ela conta que, durante a quarentena, quando a loja estava fechada para novos atendimentos, a empresa passou a investir numa nova linha de produção.

“Eu tive de criar uma alternativa para que a gente pudesse manter esse grupo na ativa. Foi quando nós resolvemos confeccionar algumas máscaras de algodão. Era uma forma que a gente tinha de manter a nossa produção e de atender esse público, que realmente precisava desse produto naquele momento”, recorda.

A empresa conta que, além das máscaras de algodão, a equipe também estava confeccionando outros equipamentos de proteção individual (EPIs) e, por isso, precisou ser reforçada. “Nós não demitimos funcionários e até contratamos uma equipe de mais 15 pessoas para poder atender a demanda que apareceu. E foi assim que nós passamos esses meses até reabrir as portas”, explica.

Novo normal

Atualmente, além de atender presencialmente, a loja Maneka também está realizando atendimento online por meio do perfil da empresa no Instagram. A loja virtual está passando por algumas adequações, mas deve voltar a ser utilizada em breve. “A partir de agora, tudo vai ser diferente. O mundo mudou. Então, realmente quem não se reinventar agora vai ser muito complicado de conseguir passar por esse período tão difícil”, reflete a empreendedora Lara Amorim.  

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