
“O presente e o futuro da Economia Criativa” foi o tema do painel que encerrou, no dia 30 de setembro, a programação do Festival Nordestino de Economia Criativa. O diretor técnico do Sebrae em Alagoas, Vinícius Lages, foi um dos convidados para a discussão, que também contou com a participação da professora da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e presidente da Câmara Setorial de Economia Criativa de Fortaleza, Cláudia Leitão, e da presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos do Ceará, Anya Ribeiro.
A programação do Festival Nordestino de Economia foi iniciada no dia 28 de setembro. Ao longo de três dias, o público participante teve a chance de acompanhar uma série de palestras, oficinas, rodas de conversa, casos de sucesso, mostras de negócio e apresentações culturais. O evento foi uma iniciativa do Sebrae Ceará, que contou com o apoio das unidades locais do Sebrae da Região Nordeste para a construção e realização deste espaço de troca de ideias, de experiências e de conhecimentos sobre Economia Criativa.
Durante o painel de encerramento do festival, o diretor técnico do Sebrae Alagoas afirmou que o momento presente da Economia Criativa está sendo marcado por desafios.
“O presente é um momento muito desafiador e ainda muito triste porque a gente ainda está num período de pandemia. E essa crise, de algum modo, acelera aprendizagens e nos leva a fazer uma série de reflexões, sobretudo porque a gente deu mais um passo na inserção na economia digital, que é uma economia de baixo contato, ou seja, você pode fazer telemedicina, educação à distância, assistir filme”, avalia.
Vinícius Lages também abordou o impacto do processo de transformação digital, que foi acelerado em razão da pandemia do novo coronavírus, nos negócios criativos.
“Quem valoriza a pele, a conversa, o olho no olho, uma cantoria escutada presencialmente e toda essa produção rica da economia criativa sabe que é um desafio que terá de ser enfrentado. De alguma forma, a economia criativa do passado e ainda do presente terá de enfrentar esse estranhamento como uma economia digital, em que a digitalização do simbólico será acelerada numa velocidade sem precedentes”, defende.
Para o diretor técnico do Sebrae Alagoas, os negócios criativos atravessavam uma fase de crescimento e de reconhecimento no cenário econômico do país.
“A gente vinha numa trajetória interessante de avanço dessa postulação de que a velha economia criativa precisava se revigorar, incorporando para valer, não como algo acessório, mas como algo central para a economia do século XXI, uma vez que ela tem vários elementos de resposta, inclusive a questão de enfrentamento da desigualdade, de inclusão, de trazer esses milhões de criativos que, pela economia tradicional, economia do século XX, estavam excluídos”, destaca.
Vinícius Lages também abordou o crescimento da Economia Criativa na economia local. “A gente vinha também de um crescimento do consumo de bens e serviços simbólicos, dos games, do streaming, do entretenimento e de diversos outros indicativos. Aqui mesmo em Alagoas, a gente recalculou o PIB a partir do consumo mobile de conteúdo, de diferentes serviços de valor agregado que são da economia criativa, mostrando que o peso que a economia criativa tem é bem maior”, afirma.
O diretor afirmou, ainda, que os negócios criativos foram duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus, já que as empresas que atuam neste setor tiveram de interromper as atividades presenciais.
“Nós do Sebrae acolhemos a dor, o grito de quem tinha se preparado para um ano que prometia crescer e teve, por um lado, a contração da oferta econômica, sem poder funcionar através dos decretos que interditavam o funcionamento dos negócios e, por outro lado, da demanda de cidadãos impedidos de se deslocar”, relata.
De acordo com Vinícius Lages, para muitos negócios criativos, a transição para o digital não tem sido ou não será um processo fácil, sobretudo no atual cenário do segmento.
“Quem conseguiu se adaptar, conseguiu de alguma forma fazer alguma virada no seu negócio, mas a gente sabe que a maioria não estava preparada. Infelizmente, o presente da economia criativa é de retrocesso. Do ponto de vista de políticas públicas, do ponto de vista do discurso, do ponto de vista da narrativa do Estado brasileiro é um momento de retrocesso e a gente não tem que se acanhar de dizer isso”.
O diretor técnico do Sebrae/AL encerrou a participação no festival abordando aspectos que podem ser cruciais para a sobrevivência das empresas criativas no cenário pós-pandemia.
“A gente tem uma perspectiva de enfrentamento que é essa de rapidamente se habilitar para esse futuro que será digital. E esse futuro digital traz não só uma condição de excluir mais gente, mas ele traz também uma condição interessante de possibilitar para a economia criativa uma condição de se afirmar em definitivo. Nós temos, por um lado, que aprender a conviver com essas máquinas, cada vez mais inteligentes, mas ao mesmo tempo vamos ter que preparar uma condição habilitadora para nós humanos sermos mais e melhores humanos”, expõe.
Atendimento remoto e presencial
Os empresários da pequena empresa podem contar com o atendimento do Sebrae de forma remota e presencial. A equipe do Sebrae está mobilizada para atender as demandas dos empresários, que também podem contar com a estrutura de cursos online e gratuitos do portal EAD Sebrae com mais de 100 opções de cursos, basta acessar https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline.
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