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Fortalecer o empreendedorismo feminino é uma das apostas do Sebrae Alagoas

Num país marcado por desigualdade de gênero as mulheres se destacam em diversos segmentos
Por Cristina Limeira - Savannah Comunicação Corporativa
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Um estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que as mulheres respondem por 34% dos 27,4 milhões de donos de negócios, ficando Alagoas abaixo da média nacional, com 31%. É para mudar essa realidade e tentar promover a igualdade de gênero que o Sebrae em Alagoas está desenvolvendo um projeto nessa temática. O Sebrae localizado em outros 12 estados brasileiros já atuam com projetos nessa área, trabalhando erros e acertos.

Segundo Ana Madalena Sandes, analista e gestora das ações de empreendedorismo feminino do Sebrae em Alagoas, o objetivo é trabalhar modelos mentais para que as mulheres se igualem ao mesmo patamar dos homens. “A mulher, pela jornada tripla de trabalho, dedica menos tempo a seus negócios, por sentimento de culpa”, defende a analista.

Em Alagoas, para mudar essa realidade, o Sebrae vai adotar estratégias por meio das redes de apoio a esse segmento, além do público atendido pelo órgão. “A ideia é trabalhar a família, incluir o homem na discussão, para que as mulheres não se sintam culpadas, se tornem competitivas e atinjam o patamar de igualdade nos negócios”, diz Ana Madalena.

Num país marcado por desigualdade de gênero, as mulheres destacam-se no serviço de beleza, de moda e de alimentação. Entretanto, Iris Soares sobressai-se, não só por ser empreendedora alagoana, como também pela área na qual atua. A empresa formalizada por ela há três meses, Águias Femme Mãos à Obra, é o 1º CNPJ social do Estado de Alagoas. Seu trabalho visa capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social e conta atualmente com a parceria de empresas nas áreas da construção civil, de arquitetura, de educação, além de instituições filantrópicas.

Dessa forma, seu objetivo é ampliar a visão de mercado de trabalho dessas mulheres, por meio de cursos profissionalizantes, para que, assim, elas tenham a oportunidade de trabalhar em áreas que vão além daquela realidade vigente. Segundo Iris Soares, tais mulheres encontram trabalho majoritariamente de empregada doméstica ou babá.

Cenário

A pesquisa também revela que essas mulheres são jovens; que a maioria empreende por necessidade; que têm escolaridade 16% maior que a dos homens; que são cada vez mais “chefes de domicílio”; que trabalham menos horas no negócio; que ganham menos do que os homens; que tomam menos empréstimos, mas pagam taxas de juros maiores, apesar da taxa de inadimplência ser mais baixa; que têm nível de informatização próximo ao dos homens; e que registram mais informações financeiras no caderno do que nas opções eletrônicas de fazer esse controle.