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Evento discute os desafios da pandemia e as oportunidades da retomada para o setor da moda

Durante um webinar conduzido por Verônica Couto, coordenadora de moda do Sebrae Nacional, as empresárias Kelly Acioli e Renata Fontan, das empresas Aquas Beachwear e Caleidoscópio, tiveram a oportunidade de compartilhar um pouco de suas experiências de gestão de negócio em meio ao cenário de crise
Por Robson Muller – Savannah Comunicação Corporativa
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O cenário pós-pandemia tem sido discutido, de forma segmentada, em eventos digitais promovidos pelo Sebrae em Alagoas. Neste mês de junho, os desafios da crise e as oportunidades da retomada para o setor da moda foi um dos temas colocados em discussão. Durante um webinar conduzido por Verônica Couto, coordenadora de moda do Sebrae Nacional, as empresárias Kelly Acioli e Renata Fontan, das empresas Aquas Beachwear e Caleidoscópio, tiveram a oportunidade de compartilhar um pouco de suas experiências de gestão de negócio em meio ao cenário de crise.

Segundo a coordenadora de moda do Sebrae Nacional, o setor foi um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. “O setor da moda foi o segundo segmento produtivo mais impactado. O Sebrae fez uma pesquisa setorial e teve a informação de que o setor teve 90% de queda de faturamento, tanto indústria quanto varejo porque uma coisa alimenta a outra. A gente também descobriu que 73% dos estabelecimentos interromperam o funcionamento, temporariamente”, aponta.

Ainda de acordo com Verônica Couto, o setor passa por um período de insegurança em razão da falta de previsão para o controle da pandemia. “A gente está dentro de um contexto de altíssima incerteza ainda. Embora a gente já conviva com o vírus e com a doença há algum tempo, a gente ainda não conhece quais são os impactos, de fato. Estamos no meio desse redemoinho. E esse contexto de hipersensibilidade em que a gente vive traz uma responsabilidade muito forte com o nosso consumidor e, em especial, com os nossos colaboradores e com a nossa própria marca”, coloca.

Durante o evento, a coordenadora do Sebrae Nacional afirmou que, apesar das dificuldades, o cenário de crise também pode possibilitar meios para o fortalecimento dos negócios e que, embora os itens da moda não sejam considerados produtos de necessidade básica, eles não deixarão de ser consumidos. Para ela, o que vai garantir a sobrevivência dos negócios do segmento é a adaptação ao novo contexto e a forma como as empresas vão entregar as mercadorias aos clientes, que possuem outras necessidades e exigências.

“O consumidor está cada vez mais conectado com as marcas. Então, é um momento importante para ter um olhar mais sensível e humanizar a marca e o tom de fala com o consumidor. Há também uma valorização do local, acelerada pela crise, que beneficia o pequeno negócio. Quando a gente fala de retomada, a gente precisa pensar em como a gente vai proporcionar segurança para o consumidor e para a própria equipe de colaboradores, que são os nossos braços direito e esquerdo. Além disso, há a necessidade de estar mais presente no mundo online e atento ao posicionamento da empresa”, ressalta Verônica Couto.

Adaptação

A empresária Kelly Acioli é responsável pela gestão da empresa Aquas Beachwear, que atua na produção de peças de moda praia. Ela conta que, com o avanço da Covid-19, o negócio precisou passar por uma reformulação completa da linha de produção. “Quando a gente se deparou com essa situação da pandemia, foi necessária a construção de um plano de enfrentamento da crise. O primeiro impacto da crise foi o fechamento da loja física e, consequentemente, a ausência de vendas. Então, a gente resolveu embarcar no processo da confecção de máscaras e de alguns outros itens descartáveis, como aventais e toucas”, relata.

Para garantir a produção das novas mercadorias, a empresária teve de investir em matéria-prima, estrutura e capacitação dos funcionários, que tiveram os seus empregos assegurados. “A primeira coisa que a gente fez foi adequar o processo produtivo, implantando procedimentos de Boas Práticas de Fabricação, que vão desde o recebimento da matéria-prima até o produto embalado. Passamos por alguns ajustes, inclusive na estrutura da fábrica, para poder garantir que esses itens fossem confeccionados de forma segura e tivemos de fazer, também, um treinamento com a equipe”, descreve.

Conforme a empresária, mesmo com a viabilidade da nova produção, algumas ações já estão sendo pensadas para a retomada da confecção das peças de moda praia, como o investimento em coleções atemporais, valorização da economia criativa, compra de matéria-prima nacional, vendas a partir de demandas, otimização do processo produtivo e fortalecimento do e-commerce e das redes sociais.

Estratégia

A empresária Renata Fontan, da empresa de joias artesanais Caleidoscópio, não realizou mudanças de produto ofertado, mas precisou adotar algumas medidas e estratégias para reduzir gastos e evitar a demissão de funcionários. “Neste período de crise, no qual tivemos queda no faturamento e no volume de reordens, adiamento do lançamento da coleção de Verão 2021 e estoque de pronta entrega acumulado, nós negociamos prazos e adiamos alguns pedidos com fornecedores, reduzimos custos fixos, antecipamos férias, adotamos sistema de trabalho remoto com redução de horas e suspendemos parte da equipe”, afirma.

A proprietária da Caleidoscópio explicou que a empresa já estava inserida no ambiente virtual, mas teve de mudar completamente a forma de vender produtos e de se relacionar com os clientes. “Nós já tínhamos o e-commerce, que não tinha um volume de vendas tão considerável quanto a loja física e, também tínhamos um posicionamento nas redes sociais, mas precisávamos encontrar uma nova maneira de usá-las. Então, mudamos o posicionamento nas redes sociais e demos maior atenção ao e-commerce, anúncios e parcerias, além de estender atendimentos online”.

Renata Fontan ainda destaca que com o investimento na gestão das plataformas digitais, a empresa conseguiu um crescimento de 300% nas vendas por meio do e-commerce e mais de três mil seguidores novos no Instagram.

O conteúdo completo do webinar pode ser acessado no canal oficial do Sebrae Alagoas no YouTube.

Atendimento remoto do Sebrae em Alagoas

Mesmo diante do isolamento social, devido ao novo coronavírus, os empresários da pequena empresa podem contar com o Sebrae. A equipe do Sebrae está mobilizada para atender as demandas dos empresários, que também podem contar com a estrutura de cursos online e gratuitos do portal EAD Sebrae com mais de 100 opções de cursos, basta acessar https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline.

O empresário pode entrar em contato com a instituição pelos canais remotos e digitais, como o portal sebrae.com.br/alagoas, 0800 570 0800, Telegram (t.me/sebraealagoas), WhatsApp (82) 99999-5519, chat e e-mail fale.sebrae.com.br, Instagram (@sebraealagoas), Twitter (@sebraealagoas), Facebook (/SebraeAlagoas), Youtube (@sebraealagoas) e o LinkedIn (Sebrae Alagoas).