Na última semana, ocorreu a terceira edição da Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos (FINCC), promovida pelo Sebrae Paraíba. Em formato 100% digital, a programação conta com a realização de mesas redondas. Em uma delas, ‘Mercado de Nicho: Oportunidades para Negócios Criativos’, a analista da Unidade de Competitividade e Desenvolvimento (UCD) do Sebrae Alagoas, Débora Lima, falou sobre os nichos dentro do mercado audiovisual no Brasil.
“O audiovisual tem uma interface com a gamificação, produção de conteúdo, de filmes, de séries e envolve produtos altamente utilizados no cotidiano. É interessante observar como esses nichos se conversam dentro da área e beneficia qualquer segmento empresarial sendo fonte de inovação”, afirma Débora Lima.
A analista também ressalta o quanto o setor audiovisual, que movimenta mais de R$ 25 bilhões por ano e representa 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, gera empregos e envolve uma cadeia bastante diversificada.
“É uma área que emprega muita gente, tem uma grande capilaridade envolvendo micro e pequenas empresas. Isso começa em um cenário que pode ser transformado em roteiro turístico, até a participação de profissionais nas produções. Uma produção envolve cabeleireiros, maquiadores, figurinistas. Isso pode transformar uma realidade econômica e gerar uma rede de negócios significativa”, pontua.
Possibilidades para o audiovisual
Débora também lembrou que a produção audiovisual é aplicada em outros segmentos como o de games e educação com recursos de mídia que ajudam no processo de aprendizagem, que ganham cada vez mais destaque na pandemia.
Outros temas abordados foram: distribuição audiovisual, plataformas de streaming, nicho de eventos do audiovisual, como as mostras online, festivais, volta do cinema drive-in, de rua e oportunidades de financiamentos através de editais, além da publicidade.
“A publicidade movimenta cerca de R$ 132 bilhões. É um setor crucial para que negócios criem mercado e ainda abre as possibilidades da produção audiovisual. É um mercado em expansão plena, encanta e facilita o processo educacional e faz com que as empresas se mantenham competitivas. Que todos nós possamos lembrar disso quando consumir alguma produção”, conclui Débora.
Outros temas discutidos na mesa redonda
Mediada por Joaquim Cartaxo, diretor superintendente do Sebrae Ceará, a mesa redonda ainda contou com Hannah Salmen, coordenadora da atividade de Acesso a Mercados Nacionais do Sebrae Nacional, que abordou o conceito de nichos de mercado, citando alguns como o mercado afro, nicho da comunidade LGBT, consumo verde, plus size e vários outros da moda.
Também fizeram parte da mesa: Verônica Ribeiro, gestora de Projetos de Economia Criativa no Sebrae Pernambuco, que trouxe alguns nichos da moda; Lara Andrade, do Sebrae Sergipe, com as oportunidades da economia criativa envolvendo startups e presença digital; Francisco Holanda, do Sebrae Piauí falando sobre a importância do mercado de nicho e diferenciais competitivos dos produtos, com casos de sucesso no Piauí.
Completaram o debate as convidadas Diva Mercedes, do Sebrae Ceará, abordando o design associado ao artesanato; Daniele Abreu, do Sebrae Maranhão, apresentando o desenvolvimento do mercado de games, jogos eletrônicos, envolvendo mídia, consumo, cultura e tecnologia; Ana Ubarana, do Sebrae Rio Grande do Norte, discutindo sobre aulas online e o desenvolvimento de soluções voltadas à educação e sua readequação na pandemia, além de Regina Amorim, do Sebrae Paraíba. Uma das idealizadoras da FINCC, ela falou sobre a geração prateada e seus perfis de consumo.
Por fim, Jane Blandina, gestora de economia criativa do Sebrae Nacional enfatiza os desdobramentos a partir das discussões colocadas na mesa.
“O painel foi fantástico. Quando falamos do mercado de nicho na economia criativa vemos muitas possibilidades. Vendo essas apresentações percebo que um nicho muito importante e que trará oportunidades no futuro será o da Geração Z, que será um público ainda mais exigente. Vendo essa mesa, percebemos a importância de ter estratégia de mercado de nicho. Vemos pessoas que procuram moda sustentável, insumos recicláveis, por exemplo, por conta de todo um movimento global, pessoas que valorizam essa cultura e cultura local”, finaliza Jane Blandina.
Mais sobre a FINCC
Em formato 100% digital, o evento gratuito, realizado no período de 05 a 08 de maio, promoveu a comercialização, a abertura de novos mercados e networking para pequenos negócios da economia criativa de todo o Brasil, incluindo 12 empresas alagoanas.
As empresas participantes serão inseridas em uma plataforma de marketplace, na qual poderão colocar seus produtos com descrição e realizar suas vendas de forma virtual. A programação da FINCC ainda contará com palestras, rodadas de negócios (incluindo quatro envolvendo o setor do turismo), oficinas criativas, mesas redondas e workshops online.
Atendimento remoto
Devido ao novo coronavírus, os empresários da pequena empresa podem contar com o atendimento do Sebrae de forma apenas remota até dia 14 de maio. A equipe do Sebrae está mobilizada para atender as demandas dos empresários, que também podem contar com a estrutura de cursos online e gratuitos do portal EAD Sebrae com mais de 100 opções de cursos, basta acessar https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline.
O empresário pode entrar em contato com a instituição pelos canais remotos e digitais, como o portal sebrae.com.br/alagoas, telegram t.me/sebraealagoas, whatsapp e Telefone 0800 570 0800, chat e e-mail fale.sebrae.com.br, instagram @sebraealagoas, twitter @sebraealagoas, facebook /SebraeAlagoas, youtube @sebraealagoas e o linkedIn Sebrae Alagoas.
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